quarta-feira, maio 17, 2006

Schopenhauer

"Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem durante toda a vida a sorte da maioria das pessoas. Porém se todos os desejos, apenas originados, já estivessem resolvidos, o que preencheria então a vida humana, com que se gastaria o tempo?"

Um bom exercício de imaginação...

sábado, maio 06, 2006

Mais um dia de chuva

E eu agradeço por ter tempo pra descansar e dormir até tarde, depois de mais uma noite agradável com os amigos na Lapa.
Tempo pra vir aqui escrever sobre nada, pra gravar músicas, pra ler o jornal com toda a calma do mundo, pra lembrar da frase engraçada de ontem e rir sozinha, pra baixar os e-mails e conversar com os amigos, pra dar parabéns a quem faz aniversário, pra ter vergonha da bagunça do quarto e tantas outras coisas que um dia de sol acaba não permitindo.
Porque quando está sol eu quero sair, sentir o calor na pele, ir à praia, ver os amigos, refazer a energia do corpo ao mesmo tempo em que a gasto. Parece perda de tempo ficar em casa em um dia de sol.
Mas nunca é perda de tempo ficarmos a sós com nós mesmos, fazendo o que gostamos de fazer, curtindo cada pequeno momento em que algo nos dá prazer.
Num dia como esses, eu sinto vontade até de cozinhar. E quem me conhece sabe que isso é simplesmente insano! rsrsrs
Ah! Viver é bom! Sentir saudades também...

sábado, abril 22, 2006

O que eu queria

Ah, eu queria falar sobre tantas coisas...
Sobre a voz linda da Madeleine Peiroux. Sobre o último filme que vi no cinema, Manuale D'Amore, muito simples, divertido e - por que não? - real. Sobre o CD Timeless, do Sergio Mendes, que baixei da internet.
Sobre o ma-ra-vi-lho-so restaurante que fui ontem em Santa Teresa e recomendo para a humanidade, o Espírito Santa.
Sobre o dia lindo que fez hoje e a praia nova que conheci, além dos limites do meu fôlego.
Sobre como é fantástico ser turista na sua própria cidade.

Sobre como é chato ter um joelho bichado e não cuidar dele.

Mas tô tão cansada... que não vou falar nada.
Bons sonhos!

segunda-feira, abril 17, 2006

É ridículo, eu sei...

Mas num dia como hoje, tem que ser isso! Minha canção favorita do Jack, atualmente...

Banana Pancakes

You hardly even notice
When I try to show you this
Song it’s meant to keep you
From doing what you’re supposed to
Like waking up too early
Maybe we could sleep in
I’ll make you banana pancakes

Pretend like it’s the weekend now
And we could pretend it all the time
Can’t you see that it’s just raining
There ain’t no need to go outside

But just maybe, hala ka ukulele
Mama made a baby
I really don’t mind the practice
Because you’re my little lady
Lady, lady love me
Because I love to lay here lazy
We could close the curtains

Pretend like there’s no world outside
And we could pretend it all the time
Can’t you see that it’s just raining
There ain’t no need to go outside

Ain’t no need, ain’t no need
Can’t you see, can’t you see
Rain all day and I don’t mind

Telephone singing, ringing, it’s too early
Don’t pick it up
We don’t need to
We got everything we need right here
And everything we need is enough
It’s just so easy
When the whole world fits inside of your arms
Do we really need to pay attention to the alarm
Wake up slow, wake up slow

But baby, you hardly even notice
When I try to show you this
Song it’s meant to keep you
From doing what you’re supposed to
Like waking up too early
Maybe we could sleep in
I’ll make you banana pancakes

Pretend like it’s the weekend now
And we could pretend it all the time
Can’t you see that it’s just raining
There ain’t no need to go outside

Ain’t no need, ain’t no need
Rain all day and I really really really don’t mind
Can’t you see, can’t you see
We’ve got to wake up slow

E olha que eu nem gosto de banana! ********

sábado, abril 15, 2006

FM Marisa

Sempre Marisa...essa é do cd Infinito Particular, um dos dois novíssimos dela.
Eu dedico esta música à minha prima Ana McGraw. Feliz Aniversário adiantado, prima querida!


Gerânios
Marisa Monte, Nando Reis, Jennifer Gomes

Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente

Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga

Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema

Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda


Não saia daí! Depois do intervalo, Sergio Mendes e Madeleine Peiroux.

domingo, abril 09, 2006

Dois dias de alegria

Sábado:
Bonecas Russas - continuação do filme "Albergue Espanhol". O primeiro é sempre melhor, não é essa a regra? Serve aqui também. Se no primeiro tivemos Barcelona, desta vez Paris e Londres são os planos de fundo. Todos os personagens do primeiro filme aparecem, mas a maioria em uma pequeniníssima participação. E o filme bate o tempo todo na velha tecla: como fazer para encontrar o amor, aquele único que vale a pena? quando o encontraremos? por que eu não o encontro?
Sim, eu gostei do filme. Mas confesso que esse assunto já me cansou... (já bastam meus próprios pensamentos!)

Jack Johnson na Apoteose: tirando o absurdo do aperto na entrada - porque esse povo que faz eventos não sabe pensar, não entendo isso - o show foi irretocável. Bom, muito bom. Cheio de fãs fiéis que sabiam cantar as músicas de cor. Clima de paz, relax, gostoso como o próprio som feito pelo Jack Johnson. Que canta descalço. E é um fofo. Tá bom assim?

Hoje: Botafogo campeão. Eu fui ao Maracanã. Ah! Precisa mais? Acho que não. :)


quarta-feira, abril 05, 2006

Piegas? Pode ser.

Mas a verdade é que às vezes a gente não enxerga tudo de bom que temos.

OS OLHOS DE QUEM VÊ

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.
O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo...
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:

- E aí, filhão, como foi a viagem para você?
- Muito boa, papai.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza?
- Sim pai ! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu naquele lugar tão paupérrimo?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, mpurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.
Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão,
pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefado, sem graça e envergonhado.
O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres !

MORAL DA HISTÓRIA:
Não é o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto! Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então... você tem tudo ...



domingo, abril 02, 2006

Margaridas nas estrelas

Existem vários tipos de pessoas:

As que conseguem ver margaridas nas estrelas - as sonhadoras;
As que acreditam ver margaridas nas estrelas - as sensíveis;
As que não sabem que podem ver margaridas nas estrelas - as tristes;
As que não acreditam ver margaridas nas estrelas - as céticas;

As que sabem que não podem ver margaridas nas estrelas - as realistas;
As que não conseguem ver margaridas nas estrelas - as infelizes.

domingo, março 26, 2006

Batalha Naval e outros comentários

Esse dia chuvoso, domingo ainda por cima, além de me dar vontade de não colocar o nariz pra fora da porta, pasmem, me deu uma baita vontade de jogar Batalha Naval. Dois bloquinhos, caneta, submarinos, cruzadores e tiros n'água. E uma companhia, claro. Que não é o mais importante da vontade, mas que para torná-la realidade, é essencial. Fica pra próxima. :(

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Acabei de ler "O Manuscrito de Mediavilla", de Isaias Pessotti. Adorei o livro. É um mergulho em história dos Templários, monges, manuscritos, história medieval, pitadas de música clássica e culinária e até um pouco de romance. Um livro gostoso de ler, nada de grandes mistérios "à la" Dan Brown, mas uma história curiosa, que faz querer chegar ao final. Vale a pena.

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E, pra terminar, a frase que marcou minha semana:

"Hoje há uma ênfase excessiva nas ações como agente do nosso destino. Porém, esquecemos que somos a energia por trás da ação. Se estamos mal nutridos, as ações não são tão frutíferas quanto poderiam ser. Corremos atrás do tempo, mas o que precisamos na verdade é nos reconectar com nosso próprio centro de poder. Conectados a ele o tempo se tornará nosso servo. Tudo em nossa vida está absolutamente relacionado ao nosso estado interno. Quando criamos tempo para encontrar estabilidade, as situações se reconfiguram." Caroline Ward, As 7 chaves da transformação, Revista Confluência, Novembro/Dezembro, 2000



Nota para não esquecer: Mesmo que demoremos pra encontrar novamente estabilidade, ou estar de volta ao nosso "centro", este é sempre um tempo precioso. O conhecimento que ganhamos com isso nos acompanha pela vida inteira. E dá forças e direção para nos movermos ao encontro do que ainda podemos fazer na vida. Não vale a pena pensar no que passou e nesse tempo como "tempo perdido", um erro em que volta e meia caímos. Pra frente é que se anda.

segunda-feira, março 20, 2006

Que diferença faz uma estação!

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles partiram, e retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estão completas.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão de uma hora para a outra!!!
Não se esqueça:
Ciência é o conhecimento organizado;
Sabedoria é conhecimento aplicado a uma vida organizada...



Pra variar, não sei o autor! :(

sexta-feira, março 17, 2006

Abrindo espaço

Princípio do Vácuo
Autora: Lucia Bruno

Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta? Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você? Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso. É antiprosperidade. É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja. Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. Os bens precisam circular.
Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.Venda, troque, movimente e não acumule. Dê espaço para o novo. (não estamos falando do capitalismo consumista), mas até mesmo aquele namoro que não ata nem desata. A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
* primeira, você não confia no amanhã e,
* segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
O princípio de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil liquidificador. Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida gerando entraves ao sucesso e à prosperidade.
O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado. Emocionalmente, também.
Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto doado. Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda. Arejar espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme!
Vamos lá... Mãos à obra!! Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!

Será que eu consigo?

domingo, março 12, 2006

Assunto repetido

Ninguém precisa ler, eu é que não posso deixar de guardar isso... tá na coluna da Martha Medeiros de hoje.

“Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.”

“A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.”

Está no livro “Nas tuas mãos”, da portuguesa Inês Pedrosa.

Parece que ainda me importo muito com isso? Pode ser. Sempre que volto ao assunto por causa de alguém, revivo um pouco o meu passado e os meus sentimentos a respeito. O que não muda nada, mas sempre ajuda no aprendizado. Viver é isso.

segunda-feira, março 06, 2006

Por fora

Tenho estado tão por fora... passou o carnaval e não vi nenhum pedaço de desfile de escola de samba. Não li nada a respeito, também, o que é raro. Nos dias de carnaval, não fui a nenhum bloco. Não vi o resultado do desfile, que teve uma surpreendente Vila Isabel campeã.
Ontem pelo menos fui ao Monobloco, pra meia hora de carnaval. Cantei, pulei, suei, e foi ótimo. Meia hora de carnaval, foi o que tive esse ano. O resto foi praia, piscina, e relax. E foi fantástico! Melhor que isso, só se tivesse rolado uma viagem das boas. Sem engarrafamento. Para alguma pousadinha gostosa que eu pudesse pagar (tá, aí eu acordei).

Teve Oscar ontem e eu não fui ver nenhum dos concorrentes a melhor filme. Não sabia quem eram os indicados. Não tinha favoritos ou por quem torcer. Vi um pedaço só, e fui dormir. Coisa inimaginável há alguns anos atrás.

Caramba, que falta faz uma assinatura de jornal! Não adianta, não leio mais o jornal na internet. Mal tenho paciência pra ligar este computador, agora. Pouco entro no orkut e no msn. Estou por fora das programações, por sorte as pessoas me ligam. Não sei mais o que acontece na cidade, logo eu que era a fonte de informações culturais do povo.

E quer saber? Acho que tô preferindo assim... Acho que a gente padece nesses dias de overdose de informação. Estou meio desintoxicada disso, agora. Deixando a vida rolar na preguiça. Aaaaaaaaaaaah, que delícia... ;)

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Várias coisas

Show do U2: teria sido O show da minha vida, SE eu tivesse ido. Mas, mesmo na televisão, curti pacas. Me emocionei, cantei junto, aproveitei o quanto pude sozinha em casa - eu, a TV e o Bono.
Efeito pós-show e Katilces à parte, a sensação de que de vez em quando a gente deve ousar mais um pouco na vida.

Trabalho: aprendendo coisas novas, o que é sempre bom. Rindo bastante e tentando me divertir sempre. Quem não trabalha feliz é um condenado, e eu não quero me sentir assim, de jeito nenhum.

Futuro: não faço a menor idéia. Um grande sabor de incógnita no ar. Parece que tudo pode acontecer, em todas as áreas, embora também pareça que tudo pode ficar exatamente como está por muito tempo. Doido. Mas uma folha em branco é melhor que um papel todo preto.

Aniversário: tudo de bom, como sempre. Minha primeira crise de idade, bem comemorada e espantada com a maravilhosa presença dos amigos e da família. Me senti renovada e poderosa, foi uma noite realmente gostosa. Dei uma chutada na crise pra escanteio, mas de vez em quando ainda a ouço me sussurando coisas ao ouvido. Ugh. De qualquer forma, um novo ano começou pra mim, e eu farei dele o melhor possível.

Amor: bom, papai Noel não me ouviu, mas eu me esforço sem ele. Vamos ver no que dá.

Livros: li o Quase Tudo, da Danusa Leão, e gostei.

Carnaval: descanso, descanso, descanso. E, se Deus quiser, praia. É amanhã, ainda bem!
Have fun! :)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Tirando a Poeira

Bom, reconheço, é pouquíssimo original voltar com uma letra de música. Mas eu tenho escutado Hopes and Fears direto, do Keane - http://www.keanemusic.com - e de repente me toquei que uma das letras que eu nem escutava direito falava de separação.
E tem tanta gente que passa ou passou por isso, por esse distanciamento que a gente nunca sabe quando começa, que eu achei que valia a pena guardá-la por aqui. A música é linda. O Keane é um grupo de letras bem melancólicas, mas é maravilhoso. O som, as letras, a melodia, tudo. Eu recomendo.

Your Eyes Open

Well it's a lonely road that you have chosen
Morning comes and you don't want to know me anymore
And it's a long time since your heart was frozen
Morning comes and you don't want to know me anymore

For a moment your eyes open and you know
All the things I ever wanted you to know
I don't know you and I don't want to
Till the moment your eyes open and you know

That it's a lonely place that you have run to
Morning comes and you don't want to know me anymore
And it's a lonely end that you will come to
Morning comes and you don't want to know me anymore

For a moment your eyes open and you know
All the things I ever wanted you to know
I don't know you and I don't want to
Till the moment your eyes open and you know

Em breve, novas emoções nesse pedaço de chão virtual... ;)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Voltei

Muito em breve este pobre blog abandonado voltará a ser povoado por meus pensamentos opacos e coisas afins.
Tirei um merecido descanso, mas continuo precisando preservar a sanidade fazendo uso das palavras...
O aniversário tá chegando, ou seja: um novo ano de vida está começando. Como espero que este ano venha repleto de coisas boas, isso inclui estar mais presente em todas as minhas atividades, inclusive esta aqui.
Inté.

sábado, dezembro 31, 2005

De novo

E então um novo ano começa. E, de novo, estamos nós a pensar no que fizemos e deixamos de fazer. No que queremos e no que não queremos mais. Na esperança de dias melhores. Na tristeza de dias idos. Nas alegrias vividas.

Porquê todo ano é essa mesma coisa, esse balanço, não sei. Mas é meio inevitável, acaba fazendo parte da rotina de festas, comemorações, reecontros, encontros, comilanças e bebedeiras.

Todas as vezes, o que tento me lembrar e me deixar como mensagem é sempre a mesma coisa: viver um dia de cada vez, ser feliz agora e não num futuro distante, planejar sem me acorrentar, viver sem pensar no que ficou pra trás. Mas não é fácil levar isso a cabo, bem sei.

De qualquer forma, independente das datas festivas e do dia no calendário, a vida está aí nos pegando pelo pé toda hora, nos virando do avesso e nos surpreendendo de boas e más maneiras.
E o que temos dentro de nós, quem somos, como vivemos, quem temos ao nosso lado, é isso que faz a diferença.

Portanto, que 2006 traga a todos nós o prazer de viver segundo nossas próprias diretrizes e vontades. E que nos permita autenticidade, saúde e fôlego pra respirar. O que quisermos além disso, a gente faz. Ou não? ;)

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A vida é você quem faz

(slogan da nova campanha da Coca Light)

Final de ano é uma época complicada, estou sempre cheia de compromissos, sempre ansiosa pra ver ou rever os amigos, sempre querendo comprar presentes de Natal (sim, eu adoro comprar presentes de Natal. não, eu não adoro shoppings, filas, engarrafamentos e gente demais na rua), sempre a fim de celebrar.
Pena que o corpo não consegue acompanhar os desejos da mente e do coração e eu acabo cansada e stressada de tanto cansaço. Meus sonhos se resumem a praias desertas, silêncio e paz.
Entre o Natal e o Ano Novo bem que eu podia pegar o carro e sumir por uns dois dias... mas, de novo, compromissos e vontades. Vontades de "tudo ao mesmo tempo agora". E estou velha pra isso. Definitivamente.
Aliás, não sei o que faço na frente deste computador quando já deveria estar estirada na cama, tal a dor no corpo e o peso nos olhos. E são 10 da noite! Sei que rolaria de um lado pro outro tentando dormir, e nada.
Estou tentando me sentir feliz. O fim de ano tem trazido boas novas, pra mim, pra amigos. Muitas coisas me fazem sentir bem. E estar com a família toda em casa no Natal é sempre algo que me anima, e pelo que anseio todo ano.
Mas esse cansaço... ah, cansaço...

Queria vir aqui e escrever algo bonito, inspirador. Mas nada me vem à cabeça e tenho preguiça de procurar por aí. De repente é melhor rolar um recesso de final de ano pra esse blog, sei lá. Ou então só volto quando tiver uma verdadeira mensagem de Natal para postar. O Natal merece bem mais que uma mente estafada como a minha. (mas esperançosa, confesso) :)

domingo, dezembro 11, 2005

Questão

Por que a gente tem sempre que ficar respondendo as mesmas perguntas?

(por enquanto é só, pessoal!)

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Back to the Future

Pois é.
Tinha que voltar aqui pra deixar registrado o meu momento "de volta para o futuro". Voltar ao passado para um novo começo. Mesmo tentando não encarar minha contratação como uma volta ao passado, é meio complicado. Mesma empresa, mesmo endereço, mesmo andar, mesmo departamento, mesmos ascensoristas no prédio ("ih! legal, mudou o visual, é?"), bons e velhos amigos, mesmo crachá, provavelmente o mesmo velho e-mail de trabalho.
Em compensação, nova chefe, novos objetivos, novo ambiente, nova Marisa.
Sim, vou trabalhar. O que é por si só uma excelente notícia. Era o que eu vinha pedindo dia após dia nas minhas orações há tempos. Quando desisti e resolvi pedir um amor, o emprego veio! Weird! E dois de uma só vez!
Só pra que eu tivesse que, mais uma vez na vida, fazer uma escolha.
Já falei sobre isso n vezes, aqui mesmo em um ou dois posts. Quando faço minhas escolhas, caminho para elas de peito aberto, não olho para trás, e não me arrependo. É só assim que sei agir e não será diferente desta vez.
Mas não vou deixar de registrar que pela primeira vez na vida estou indo contra o meu coração. Não era isso que ele queria. Ele queria a aventura do novo, o desafio, a oportunidade de mudar de carreira, de começar do zero, de experimentar.

No entanto, as nossas escolhas devem ser feitas de acordo com as prioridades que temos na vida. Eu tenho as minhas, e preciso respeitá-las. De certa forma, é também meu coração quem me diz isso.
Claro, nenhum profissional de RH gostaria de ler isso. Mas se eu fosse depender deles... :P

Dito isso, apago a luz e não ouço mais os passos que ficaram pra trás no corredor. Espero, com toda a sinceridade, aprender algo mais na vida: que, como diz aquela frase do Chico Xavier, "embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

E como diria outro Chico, o Buarque: "pode ir armando o coreto e preparando o feijão preto, eu tô voltando..."